segunda-feira, 10 de maio de 2010

CORONEL FRANCISCO GURGEL DE OLIVEIRA


FRANCISCO GURGEL DE OLIVEIRA, natural de Caraúbas-RN, em 7 de setembro de 1848 e faleceu em Mossoró no dia 7 de janeiro de 1910. Era filho Coronel Antonio Francisco de Oliveira, nascido em Apodi, no dia 10 de dezembro de 1784 e faleceu em Caraúbas em 19 de março de 1871; e de Quitéria Ferreira de São Luiz. Casou-se com sua prima MARIA DOS ANJOS DE OLIVEIRA, natural de Caraúbas, nascida em 2 de agosto de 1849 e faleceu em Mososró em 14 de dezembro de 1878, filha de Luiz Gonzaga de Brito Guerra e Maria Mafalda de Oliveira, com os seguintes filhos: Joana de Oliveira (1868-1875), José Antonio 91869 – 1878), Rosa de Lima Gurgel Pinto (30/08/1871 – 03/04/1921). Casou-se em segundas núpcias em 9 de outubro de 1880, com sua cunhada Apolônia Ferreira da Nóbrega (09/02/1866 – 15/09/1909), com os seguintes filhos: Padre Elesbão Gurgel (27/10/1881 – 27/02/1941), ordenou-se em Terezinha-PI, no dia 24 de fevereiro de 1907; Alzira Gurgel Filgueira (10/4/1886 ), Alcina Gurgel (22/11/1890), Francisco Gurgel da Nóbrega (10/10/1895), Santidio Gurgel de Oliveira (05/01/1897 – 17/11/1968), Alde Gurgel de Oliveira (07/03/1907) e JeremIAS Gurgelm de Oliveira (18/10/1903 – 05/09/1961). Foi prefeito de Mossoró no período de 1877-1880. Deputado Federal pelo Rio Grande do Norte, eleito em 1º de março de 1894 e reeleito na 2ª legislatura, (1897-1899) e Governador do Rio Grande do Norte, no período de 6 de agosto de 1891 a 9 de setembro de 1891. Portanto, esse caraubense de nascimento e mossoroense de coração fazem parte da história da Justiça do Rio Grande do Norte

ESPOSA

MARIA DOS ANJOS DE OLIVEIRA, natural de Caraúbas, nascida em 2 de agosto de 1849 e faleceu em Mososró em 14 de dezembro de 1878, filha de Luiz Gonzaga de Brito Guerra e Maria Mafalda de Oliveira

SILVINO BEZERRA DE ARAÚJO GALVÃO


Coronel Silvino Bezerra de Araújo Galvão, natural de Acari-RN, nascido a 15 de abril de 1836. Casado com Maria Febrônia de Araújo. Homem que exercia prestigiosíssima influência política e social desde os tempos monárquicos na Região Seridó do Rio Grande do Norte. Sua filha mais nova, Silvina Bezerra de Araújo (1880 – 1961), casou-se em 14 de setem0bro de 1898, com Juvenal Lamartine de Faria (09/08/1874 – 18/4/1956), filho de Clementino Monteiro de Faria e Paulina Umbelina dos Passos. Coronel Silvino Bezerra faleceu em Natal, no ano de 1921

domingo, 9 de maio de 2010

REINALDO GOMES FERNANDES PIMENTA



  Nasceu na antiga fazenda “Sabe Muito”, município de Caraúbas-RN, a 13/7/1863, filho do tenente Manoel Lúcio Fernandes e de Inocência Gaudêncio Fernandes. Casou-se em 16/1/1897, com Abigail Fernandes de 0liveira, filha do Dr. Manoel Antonio de 0liveira. Desse consórcio nasceram 14 filhos, criando-se somente nove, entre eles: Leovegildo Fernandes Pimenta, nascido em 9/11/1914 e falecido em 19/9/1969, prefeito de Caraúbas, eleito em 1948. Ingressou na política muito jovem, ajudando ao seu irmão Antonio Carlos Fernandes Pimenta (3/1/1857 – 25/3/1899) e apoiando os candidatos de seu tio, o coronel Luiz Manoel Fernandes, tornando-se uma grande liderança política do município de Caraúnas em 4 períodos: 1903-1904, 1905-1907,1908-1910, e 1911-1913, sempre assumindo em 1º de janeiro e governando até 31 de dezembro. Foi o primeiro prefeito de Caraúbas, eleito em 2/9/1928, tomando posse em 1º de janeiro de 1926 e governando até outubro de 1930, quando teve seu mandato interrompido devido a revolução de 1930. Foi nomeado Interventor Municipal, governando no período de 1936 a 1939, totalizando assim 6 períodos com prefeito de sua terra natal. Foi também deputado estadual em três legislaturas, assumindo em 1913, 1919 e 1925. Como parlamentar foi autor do Projeto de Lei que originou a Lei Estadual nº 372, de 30/11/1914, que elevou a Vila de Caraúbas a categoria de cidade. Seu neto de nome Guido Gurgel Pimenta (10/2/19430), filho de Leovegildo Fernandes, exerceu o cargo de prefeito, eleito em 15 de novembro de 1968. Reinaldo Pimenta, patrona de uma praça na cidade de Caraúbas, construída no ano de 1954, e reformada na atual administração do prefeito Eugênio Amorim. Faleceu em Caraúbas a 30/8/194.

JOSÉ FERNANDES DE MELO

Natural de Currais Novos-RN, nascido a 2/3/1917, filho de Elias Fernandes de Melo e de Maria Pires Fernandes. Casado com Lindalva Torquato Fernandes, natural de Luís Gomes (25/5/1923 – 28/6/1996), filha de Gudêncio Torquato do Rego (12/2/1895 – 22/2/1981) e de Joana Batista de Souza Rego. Ela foi a segunda mulher a exercer um mandato de deputado estadual (19ª Legislatura – 1955/59; como também foi a primeira mulher potiguar a exercer o cargo de presidente do Tribunal de Contas do Estado. José Fernandes foi deputado estadual em 4 legislaturas: 1947/50,1959/63,1963/67 e 1967/71. Foi prefeito cinco vezes, duas nomeados e 3 vezes eleitos. Foi prefeito interino do município de Encanto, no período de 20/3/63 a 31/1/65(2 anos, 9 meses e 10 dias). Foi prefeito de Água Nova, nomeado em 4/2/1964. Elegeu-se prefeito de Pau dos Ferros, em 7/15/1952, governando de 31/1/53 a 31/1/1958. Elege-se pela segunda vez em 15/11/1972, governando de 31/1/73 a 31/1/77. Em 15/11/1982, os resultados das urnas o colocam pela terceira vez à frente da Prefeitura de Pau dos Ferros.
José Fernandes foi um dos coronéis do Alto Oeste Potiguar, assim como foi Marcelino Vieira, também prefeito de Luís Gomes por cinco períodos.
José Fernandes faleceu no dia 9 de maio de 2001, deixando os seguintes filhos: Drª Sôni Maria Fernandes Ferreira, casada com o professor e ex-deputado federal João Faustino Ferreira Neto, natural de Recife, nascido a 16/7/42, filho de Edson Maranhão Ferreira e de Antônia Aurora de Carvalho Ferreira; Dr. Elias Fernandes Neto, casado com Ana Karenina da Silva Fernandes. Deputado estadual, estando atualmente em seu 3º mandato; Drª Nia Maria Fernandes Dutra, casada com o Dr. Carlos Alberto Salustiano Dutra; Dr. Silvio Fernandes Torquato; e Dr. José Fernandes Filho, casado com Ieda Monteiro Torquato.

RAFAEL GODEIRO DA SILVA

Natural de Patu-RN, nascido no ano de 1822 e falecido em 16/3/1967, filho de Joaquim Godeiro da Silva (7/11/1861 – 10/7/1947), filho de Antonio Joaquim da Silva e de Francisca Rosa Moura; e de Maria Virginia da Trindade, filha de Eduardo José de Moura e de Francelina Joaquina. Casado com Maria Lima Godeiro. Exerceu por duas vezes a presidência da Intendência Municipal de Patu, no período de 01/01/1923 a 31/12/1925 e de 01/01/1926 a 31/12/1929. Em 2 de setembro de 1928 foi eleito o primeiro prefeito constitucional de Patu, tomou posse em 01/01/1929 e governou até outubro de 1930, quando teve seu mandato interrompido devido a revolução de 1930. Em 27/11/1936 tomou posse prefeito de Patu, nomeado pelo Interventor Federal Rafael Fernandes e governou até 1940. Em 1945, novamente voltou a governar sua terra natal, governando até 1946. Em 3/6/1968, Rafael Godeiro, grande líder político da região, que alcançou destaque em todo território potiguar, quando recebeu uma justa homenagem póstuma através de uma lei estadual sancionada pelo governador Monsenhor Walfredo Gurgel (Caicó, 2/12/1908 – Natal, 4/11/1971), cujo projeto de Lei foi de autoria do deputado Aderson Dutra de Almeida (17/5/1911), que modificou a denominação do município de Várzea da Caatinga para Rafael Godeiro. Este município havia sido criado pela Lei Nº 3,001, de 19/12/1963, e instalado em 15/4/1964, que teve como primeiro prefeito o senhor Luiz Elias de 0liveira, nomeado pelo governador Aluízio Alves, posteriormente, o governador nomeado a pessoa de Pedro Paiva, que governou até 31/01/1965, quando passou para o senhor Gonçalo Paulo dos Reis, 1º prefeito eleito de Rafael Godeiro, eleito em 25/1/1965. 0s demais administradores desse município foram eles: Raimundo João de Paiva (1968), Severino Lopes dos Santos (1972-1982), Bertoldo Ferreira Neto (1976), Joel Berlarmino de Andrade Filho (1988-1996-2000) e Lucilia, atual prefeita, eleita em 3/10/2004.

CORONEL POMPEU JÁCOME



          Natural de Campo Grande-RN, na residência dos seus pais, Praça João do Vale data em que é comemorada a emancipação política do município em sua homenagem. Foi o primeiro prefeito constitucional de Campo Grande, eleito pelo voto popular em 2 de setembro de 1928, tomando posse em 1º de janeiro do ano seguinte, cujo mandato foi interrompido em outubro de 1930, devido a revolução de 1930, porém antes, em 1916. já havia sido eleito presidente da Intendência Municipal (atual cargo de prefeito), governando sua terra natal no período de 1º  de janeiro de 1917 a 1º de janeiro de 1919. Nascido a 5 de abril de 1866, filho do coronel Luís Florêncio Jácome (1834 – 1924) e de Jesuína Teodolina Percuncula. Foi prefeito em 5 períodos, porém, não sendo eleito em todas as suas administrações, e sim, eleito três vezes e nomeado duas vezes. A revista Veja em 1966 por ocasião do seu centenário publicou em suas páginas que o Brasil tinha o prefeito mais velho do mundo, com 96 anos. Havia sido eleito em 5/1/1958, juntamente com seu companheiro de chapa, seu primo - Luiz de França Tito Jácome (5/7/1914 – 18/12/1985), com uma maioria de  123 votos. Ele foi o primeiro criador de gado zebu do Rio Grande do Norte, importando as primeiras cabeças da índia. Também foi um dos maiores produtores de algodão mocó (fibra longa) do Estado, beneficiando, transformando em pluma em usina a vapor na sua própria fazenda Cachueira e Serra do João do Vale. Seu irmão Epaminondas Tito Jácome (20/04/1867 -29/03/1929), foi deputado provincial, médico, partidário de Plácido de Castro na nacionalização do Acre. Foi o primeiro governador daquela federação, de 15/10/1920 a 1922. 0utro irmão seu de nome Luiz Florêncio Jácome (03/09/1874 – 1944), também exerceu o cargo de presidente da Intendência Municipal de Campo Grande. Coronel Pompeu Jácome faleceu no dia 20 de novembro de 1966, com mais de 100 anos de idade.

ALEXANDRE FERNANDES


Natural de Luís Gomes, nascido a 28/6/1906 e falecido em 16/4/1973, filho de Antonio Fernandes Sobrinho (15/11/1873 – 7/7/1952) e de Maria da Silveira Fernandes. Formou-se em farmácia, pela Faculdade de Farmácia do Recife, turma de 1922. Casou-se em 4/7/1925, com Véscia Fernandes, de Luís Gomes, nascida a 3/5/1903 e falecida em Uiraúna-PB em 6/3/1992, filha de João Silveira de 0liveira e Anna Martins Pinto,com os seguintes filhos: ANTONIO FERNANDES SOBRINHO (17/11/1930 -29/11/1991), casado com Maria Ivonilde Duarte Fernandes; BONIFÁCIO FERNANDES (14/5/1930),casado com Maria da Conceição Moreira, filha Joaquim Moreira Sobrinho e Judith Moreira; JOÃO BOSCO FERNANDES (9/10/33 – 26/12/76), casado com Wilma Brandão; FRANCISCO AYLTON FERNANDES, casado com Ana Amélia Fernandes; e MARIA JULITA FERNANDES. Alexandre foi o 2º interventor municipal de Luís Gomes, nomeado pelo Interventor Federal, Bertinho Dutra (11/2/1932 – 19/4/1933), que governou Luís Gomes de 5/11/32 a 18/10/33, tendo recebido do senhor Manoel Martins Porto e passando para o senhor Antonio Gonçalves Vieira.

ANANIAS GOMES DA SILVEIRA


Tenente Ananias, nasceu na Fazenda São Brás, hoje encravada no município de Tenente Ananias, a 18/7/1863 e falecido na povoação de Ipueira, atual cidade de Tenente Ananias, em 18/10/1950, filho de João Augusto Gomes da Silveira Filho e Maria Augusta Gomes da Silveira. Casou-se em primeiras núpcias com sua prima Antonia Moreira da Silveira, pai dos seguintes filhos: 1 – AREAMIRO GOMES DA SILVEIRA, nascido a 19/12/1907 e falecido em 19/1/1988, casado com Antonieta Germano da Silveira, sem filhos. Foi vice-prefeito em Alexandria, no período de 31/3/1953 a 31/3/1958, na gestão do então prefeito, Dr. ANTONIO FERNANDES MOUSINHO (23/11/1916 -10/11/2001), ELEITO EM 7/12/53, QUANDO VENCEU SEU CONCORRENTE, João Vieira Diniz (PST), com 2.401 votos, contra 2.137 votos, com uma maioria de 204 sufrágios. Em 1º 12/1963, foi eleito o primeiro vice-prefeito constitucional de Tenente Ananias, na chapa encabeçada por Raimundo Abrantes Ferreira (Lastro-PB, 5/5/1917 – T. Ananias, 11/111977). Em 12/8/66 assume a prefeitura, tendo em vista de ter o titular desincompatilizado para disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa, o qual governou até 31/1/1969; 2 - LUIZ GONZAGA DA SILVEIRA, nascido a  23/11/1902 e falecido em 22/12/1988, casado com Julieta Fernandes Vieira, com os seguintes filhos: Maria Inês Vieira, Vicente Fernandes e Maria Eurídes Vieira; 3 LEONOR GOMES PINTO, casado com Vicente Moreira Pinto. O tenente Ananias consorciou-se outra vez com Joana Moreira do Nascimento, onde houve os filhos: FRANCISCO GOMES DA SILVEIRA, casado com Maria Fernandes Pinto; ALEXANDRE GOMES DA SILVEIRA, casado com Terezinha Amorim da Silveira; ALFREDO GOMES DA SILVEIRA, nascido a 14/12/1928 e falecido em 2005, casado com Maria de Fátima da Silveira. Ele foi eleito vereador em 7/12/1952, pelo município de Alexandria, tendo sido o mais votado com os votos da vila de Ipueira e reeleito em 7/12/1958, novamente o mais votado. Em 7/2/1963 foi nomeado prefeito do município de Tenente Ananias, recém-criado pela Lei nº 2.786, de 10/5/1962, porém, não exerceu o cargo, tendo em vista ser o mesmo edil em Alexandria. Em seu lugar foi nomeado o senhor Hipólito Alves de Souza, nascido a 13/8/1919, filho de João Alves de Souza e Vicência Raquel de São José, que instalou o novo município a 10/2/1963; BIANOR GOMES DA SILVEIRA, casada com Josefa Pinto da Costa (28/10/1922 – 16/6/1992); ANTONIO GOMES DA SILVEIRA (10/6/1925 – 16/6/1974); JOSÉ GOMES DA SILVEIRA, faleceu solteiro; LAURA GOMES DA SILVEIRA, nascida a 16/3/1921,casada com  Pedro Fernandes de 0liveira, mãe do saudoso Rocival Fernandes de 0liveira, ex-prefeito de Tenente Ananias, em 2 mandatos, nascido a 6 /6/1934 e falecido em 3/11/2005. Rossi, como era carinhosamente chamado foi prefeito de Tenente Ananias em dois mandatos: de 1977 a 1983 e de 1989 a 1992. Em 2000 elegeu-se para vice-prefeito na chapa encabeçada por Maria José da Silva ou simplesmente “MAZÉ” (6/8/640), esposa do dr. Kerginado Jácome Sarmento (30/6/62). No último pleito Rossi candidatou-se para o cargo de prefeito, mas foi derrotado pela jovem Meira Maria Jácome, com uma maioria de 985 votos; AMÉLIA GOMES DA SILVEIRA, faleceu inupta; ELZUÍTE GOMES DA SILVEIRA (5/5/1931 – 9/3/1998). Tenente Ananias era um homem de prestígio em toda a região 0este potiguar e parte do Ceará. Servira a Guarda Nacional  no Ceará, onde voltou a sua natal na incumbência de representar a GN desde da Chapada do Apodi a fronteira da Paraíba, na altura do povoado do Lastro, município de Souza.

ANTONIO GERMANO DA SILVEIRA

Cel Antonio Germano, natural de Luís Gomes, nascido a 17/3/1884 e falecido em 2/10/1968, filho do alferes João Germano da Silveira (15/11/1852 – 17/11/1924) e de Maria Vieira da Costa (12/2/1857 – 16/6/1926), casado com Antonia Fernandes Vieira (3/1/1891 – 1971), filha de Marcelino Vieira da Costa e Maria Fernandes Vieira, com os seguintes filhos: PAULO GERMANO DA SILVEIRA, nascido a 20/4/1922; MARIA AUTA GERMANO, nascida a 10/12/1924; e MARIA CINÉZIA GERMANO 91915 – 2000). Ele exerceu a presidência da Intendência Municipal de Luís Gomes, de 25/1/1918 a 1/1/1923. Foi o 1º prefeito constitucional de Luís Gomes, eleito em 2/9/1928, tomando pose em 1/1/1929 e governando até 10/10/30, quando aconteceu o Golpe de 1930. Ele faleceu em 2/10/1968, ficando imortalizado o seu nome em homenagem a Escola Estadual “Antonio Germano”, ensino fundamental, situada na Rua Antonio Rocha, s/n°, na cidade de Major Sales.

ATENÇÃO SENHORES E SENHORAS RODOLFENSES. LEIA ISSO ANTES DE COMEÇAR.


EXTRAIDO DO LIVRO CHIQUINHO GERMANO A ÚLTIMA LIDERAÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, DO STPM JOTA MARIA

            Não seria justo de se escrever um livro falando sobre o último dos remanescentes do coronelisno norte-rio-grandense, que é o coronel Francisco Germano Filho – CHIQUINHO GERMANO, apesar dele não aceitar essa pecha, mas essa denominação já é corriqueira na região, tendo em vista que a imprensa de nossa região  sempre costuma de assim o chamar - Coronel Chiquinho  Germano, atual prefeito do município de Rodolfo Fernandes, sem antes de não explicar aos leitores desta obra sobre essa patente e quem foram seus antecessores. Primeiramente vamos descrever referente à patente de coronel. Patente surgida com a criação da Guarda Nacional pela  Regência  Trina Permanente, eleita pela Assembléia Geral, em 17/6/1831,substituída pela Regência Uma em 12/10/1835, através de uma lei datada de 18 de agosto de 1831, em substituição às antigas Milícias de 0rdenação.  Em plena crise da Regência, ela nasce para garantir a ordem interna nas províncias e áreas distantes do poder central. Seus comandantes são os grandes proprietários rurais, que atingem até a patente de coronel. Muitos desses coronéis enriqueceram com a indústria da seca na região do Nordeste, como também deixaram essa terrível herança para a maioria de nossos atuais políticos, que deverá ser extinta com a realização da transposição do Rio São Francisco. Os milicianos são recrutados entre empregados, agregados e a população pobre em geral. Eles combatem quilombos, perseguem negros fugitivos e expulsam posseiros e índios das fazendas. Após a proclamação da República, a Guarda Nacional é extinta, mas os coronéis mantêm o poder em suas terras e em área de influência, especialmente nos sertões do Nordeste. Eles garantem a eleição de candidatos do governo federal e estadual, fazem propaganda, controlam as eleições e a apuração. Trocam de favores por votos, prática que se apóia nas velhas relações paternalistas nascidas na sociedade colonial. Isso dos coronéis peças fundamentais para o sucesso da “política dos governadores”, esquema montado pelo presidente da República Manoel Ferraz de Campos Sales (15/11/1892 – 15/11/1902), nascido a 13 de fevereiro de 1841 e falecido em 26 de junho de 1913. Todo esse poder só começa a se extinguir com a urbanização e a industrialização do País. Sobretudo a partir de 1930. Estando atualmente em quase total extinção. Acho que depois do desaparecimento de Chiquinho Germano o coronelismo  em nossa região venha ser extinto por completamente. Queremos ressaltar que o penúltimo coronel e penúltima liderança política dos anos 60 -  Aluízio Alves, nascido a 11/8/1921, faleceu no dia 6 de maio de 2006, com  84 anos de idade.
            Na época da criação da Guarda Nacional do Brasil, aqui no Rio Grande do Norte o administrador estadual era o senhor Antonio da Rocha Bezerra, membro do Conselho da Província, eleito em 30 de agosto de 1825, que governou de 10 de março de 1830 a 22 de fevereiro de 1832.
            O coronel, para exercer sua influência em sua região, tinha que ser “homem macho”, capaz de matar ou mandar matar qualquer pessoa (diferemente de Chiquinho Gemano, que é um coronel do bem) que contrariasse os seus interesses.  Contava também com um grande número de protegidos, seus afilhados. Portanto, o coronelismo é a “estrutura política por intermédio da qual: os chefes de clãs rurais e grandes latifundiários assumiram o controle da política.” E acrescennta: “a distribuição de postos da Guarda Nacional, que exercia mais funções de “ordem homorifica” do que, propriamente, de corpo de tropa, obedecia ao critério de posição social e político dos indivíduos”.
            O coronel é portanto, o chefe político, quase sempre o grande latifundiário, exercendo um verdadeiro monopólio da terra em seu seio uma economia voltada essencialmente para a exportação de alguns produtos, entravou brutalmente o crescimento das forças produtivas”.
            É impossível de se falar na extinta estrutura política do coronelismo aqui no Estado do Rio Grande do Norte, e em lideranças políticas, sem que não se fale no saudoso Major Theodorico Bezerra (23/7/1903 – 5/9/1994), que foi o principal personagem desse regime em todo o território potiguar, ficando conhcido como “Imperador do Sertão” e  do saudoso ALUÍZIO ALVES, nascido em Angicos-RN, em 11 de agosto de 1921 e falecido em Natal no dia 6 de maio de 2006, penúltima liderança dos anos 60, e  o bacuraú mais antigo. Ele sempre foi adversário  do bicudo Chiquinho Germano, o qual deixou um legado para ser seguido pelos nossos atuais e futuros políticos. Portanto, digo sem medo de errar, Chiquinho Germano é realmente a úlima liderança dos anos 60,  depois dos desaparecimentos de Dinarte Mariz, Tarcísio Maia, Dix-huit Rosado, Vingt Rosado e  de ALUÍZIO ALVES. A seguir conheca um pouquinho da vida desses dois grandes políticos potiguares, começando pelo Major Theodorico e posteriormente a do “cigano feiticeiro” - Aluízio, que fechou um ciclo dos grandes líderes políticos do Estado do Rio Grande do Norte, restando agora apenas a personagem  de Chiquinho, que apesar de não ser um líder  totalmente conhecido em todo território estadual, mas é  com a maior certeza a última grande liderança viva surgida no início da década de 1960, com abrangência em toda a região do Oeste Potiguar.
            Nascido no município de Santa Cruz-RN, em 23/7/1903, filho de José Pedro Bezerra e de Anna  Bezerra de Souza (Donana). Fez os primeiros estudos em sua terra natal. Em 1917 exercia o comércio, como ambulante, em princípio comprando e vendendo tudo, mas o negócio de couro é que tem maior expressão. Parou suas atividades quando foi servir o exército, mais precisamente no 21º Batalhão de Caçadores, em Natal, onde permaneceu de 1923 até 1924, quando chegou até a graduação de cabo. Por essa razão, ficou conhecido pela alcunha de “cabo”. O título de “major” apareceu depois, quando militava na política.
            Saindo do exército, comprou, juntamente com um amigo, um caminhão. Depois, vendeu sua parte e comprou, em Natal, o “Hotel dos Leões”. Aos poucos, foi comprando outros: “o Internacional”, “Avenida” e o “Palace Hotel”, até fixar-se definitivamente no ramo com o arrendamento do ‘Grande Hotel”, inaugurado em 13 de maio de 1939.
            Theodorico Bezerra, apesar de suas ‘númeras atividades, ficou conhecido sobretudo como algo que na realidade nunca deixou de ser: um coronel que emerge e se modela no trânsito entre o novo apogeu do coronelismo e seu rápido declínio. Projeta o perfil de um ‘novo coronel’ despido das características anteriores de truculência, jaguncismo, desacato às autoridades constituídas que lhe estorvassem os propósitos particulares ventindo-o de uma roupagem de porte mais ajustado ao figurino da época que transcorre: pacifismo, moradores desarmados, colaboção às instituições governamentais.
            Um dos traços fundamentais da personalidade de Theodorico Bezerra é o seu dinamismo. Sempre procurou diversificar suas atividades, sendo vencedor em todas elas. Como fazendeiro, chegou a criar um verdadeiro império: Irapuru, comprada no ano de 1928 – A fazenda compreendida entre os municípios de Santa Cruz, Tangará e São José de Campestre, tinha 14 hectares de extensão, foi adquirida por cercam de  12 contos de réis. Nessa fazenda possuía dois principais açudes do Estado – Trairi e Japi – viviam sob as asas do major Theodorico cerca de três mil pessoas que, segundo as regras por ele estabelecidas, deveriam andar na linha. No entanto, algumas de suas “normas”, conforme era possível observar em suas “cadernetas” – pois cada morador de Iarapuru tinha a sua – a regidez no trato com os trabalhadores.
            Algumas delas chegavam ao absurdo de exigir que os pais criassem os filhos sem que os primeiros, os pais pudessem aprender a ler e escrever, sob pena de serem expulsom da propriedade. No entanto, os moradores da fazenda eram obrigados a, como diziam as condições, “botar os filhos na Escola”. Na fazenda Iapuru, apesar das regidas regras de conduta estabelecidas pelo major Theodorico, as famílias obtinham participação naquilo que era produzido dentro da propriedade. Esta “partilha” era muita vezes objeto dos comentários do major, que se afirmava aos que o conheciam como socialista. “Ele se dizia socialista e costumava confirmar sua teoria afirmando ser o proprietário, por exemplo, das vacas, mas o leite era da comunidade”.          Como comerciante, se tornou sócio de uma agência de carros; proprietário de uma farmácia; dono de uma casa de fogos. Chegando inclusive a fazer parte da diretoria da Associação Comercial de Natal (Fundada em 2/10/1892, que teve como primeiro presidente o Sr. Fabrício Gomes Pedroza). Como político, foi um grande líder, com uma importante participação na vida partidária do Rio Grande do Norte. Entrou para a política sob a influência do Interventor DIOCLÉCIO DANTAS DUARTE (16/10/1894 – 22/12/1975), que era Secretário-Geral do Interventor Georgino Avelino (31/7/1887 – 2/4/1959), e administrou o Estado no período de 19/10 a 17/11/45. No dia 23/5/1945 ingressou no Partido Social Democrático. No 19/1/1947, foi eleito deputado estadual. Naquele ano José Augusto Varela (28/11/1896 – 14/6/1976), seu amigo, venceu as eleições para governandor, derrotando seu opositor, o dr. Floriano Cavalcanti de Albuquerque (10/12/1895 – 7/10/1973), com uma maioria de  50,028 votos.
            O primeiro projeto de Lei de Theodorico Bezerra na Assembléia Legislativa foi a criação de São José de Campestre, que se transformou  na Lei nº 146, de 23/12/1948, que criou o referido município, desmembrando do de Nova Cruz. Foi também membro da Comissão do Comércio, Indústria, Agricultura e 0bras Públicas.
            No dia 3/2/1949, assumiu o comando do PSD-Partido Social Democrático. Em 3/10/1950 foi eleito deputado federal. No ano de 1960 apoiou Aluízio Alves (Angicos, 21/8/1921) e Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel (Caicó, 2/10/1908 – Natal, 4/11/1971) para governador e vice respectivamente, que em 3 de outubro venceram seus opositores Djalma Marinho e Jerônimo Vingt Rosado Maia. Seis anos depois, mais precisamente no dia 15 de novembro de 1966, o major Theodorico acostumado a vencer, obteve sua primeira derrota na política: não conseguiu se eleger senador da República, perdendo para o dr. Francisco Duarte Filho.
            Como político, é claro, possuía uma visão coronelística. Tudo era válido, contanto que levasse à vitória: “ameaça, suborno, pedido humilde, favores, traições, e  tudo”.
            Em sua fazenda Irapuru, recebia os visitantes com grandes festas. Possuia duas bandas, uma integrada por homens e outra composta totalmente por mulheres.
            Cera vez, recebeu uma turma de alunos e professores de uma escola do município de Natal, soltando foguetões e com desfile das duas bandas. Uma moça, ao sair do ônibus, descascava uma laranja para comer, Theodorico viu e ordenou que a estudante guardasse a laranja porque, caso contrário, não teria fome na hora do almoço. E foi servido realmente um grande banquete farto em alimento e bebidas.
            Theodorico Bezerra, inteligente e trabalhador, sabendo tirar proveito da influência que desftutava na política, conseguiu somar uma grande fortuna. Em suas fazendas chegou a produzir, às vezes, mil quilos de algodão. Possuia, ainda duas usinas de beneficiamento de algodão; três fábricas de óleo, e uma refinaria de óleo. Em Natal, dirigiu o Grande Hotel, que teve um papel de destaque durante a Segunda Guerra Mundial, considerado como o melhor da cidade. Foi dono da Rádio Trairi, atual Tropical (inaugurada em 1/9/1962, que teve como primeiro diretor, o senhor Tales Magalhães Dantas. Em 21/9/1984 passou a se chamar Tropical de Natal, de José Agripino Maia) e do Jornal do Comércio de Natal, fundado em 1/5/1926.
            “Trabalhador tem que acordar cedo, andar ligeiro e conversar pouco”. “Viver sem trabalhar é a maior maldição da vida”. As frases acima  eram uma das muitas frases na parede da casa da fazenda de Theodorico Bezerra, as quais serviam de lema para um dos homens que representaram seu tempo, um dos últimos coronéis potiguares. Ele era dono de uma personalidade forte que muitas vezes chegava a desagradar alguns, mas era também dono de uma visão progressita de futuro e de uma, apesar do que tem-se dito ao longo dos anos,  visão social à frente de seu tempo. Muitas de suas ações eram tidas como puramente políticas, quando, na verdade, não eram. Ele incorporava a questão do espírito público. É nome do Centro de Eventos do hotel Escola Barreira Roxa, em Natal.
            Um dos filhos de Theodorico Bezerra de nome Kleber de Carvalho Bezerra, em 15/11/1982, foi eleito deputado estadual, pela legenda do PFL, com 15.793 votos, e reeleito em 15/11/1986. Seu primo Lauro Gonçalves Bezerra também exerceu o mandato de deputado estadual.  Atualmente, um de seus primos: Fernando Luiz Gonçalves Bezerra (20/2/41), filho de João Bianor Bezerra e de Hermilia Gonçalves Bezerra, exerce o mandato de senador da República, além de ter exercido por vários anos a presidência da Confederação Nacional da Indústria. 0 pai de Fernando Bezerra também exerceu o mandato de prefeito de Santa Cruz, no período de 31/3/1953 – 31/1/1958, além desses bezerra, podemos citar ainda: Aluízio Bezerra, deputado; José Bezerra Cavalcante, prefeito de Santa Cruz, de 31/1/1969 – 31/1/1973). Dr. Jáecio Luiz Bezerra Fiúza, prefeito  nomeado em 19/9/1945.  Sua mãe, dona Ana Bezerra foi à primeira proprietária de hotel de sua terra natal denominado de “Hotel Santacruzense”, inaugurado em 1915. Ela é patrona da Maternidade dessa cidade, instalada em  4/2/1952. Theodorico é patrono de uma escola municipal na cidade de Santa Cruz, cuja homenagem foi feita com ele vivo, e o  Parque de Vaquejada da cidade de Tangará tem ele como patrono.
        Em 1978, após passar um período em Natal, o cartunista Henfil, familiarizado com algumas rotinas da capital, tomou conhecimento daquele que seria um dos “últimos dos coronéis do sertão”: theodorico Bezerra. Foi por intermédio do cartunista que, através da Rede Globo, foi filmado o documentário Major Theodorico, o Imperador do Sertão, do diretor Eduardo Coutinho.
            Henfil manteve contato com a Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro, e falou sobre a descoberta daquele que seria um dos últimos remanescentes do coronelismo. A emisssora comprou a idéia e manteve contato com Theodorico para acertar os detalhes da empreitada. No filme ele relata este fato, mas o sobrinho Lauro Gonçalves Bezerra, no livro que tem o mesmo da produção, afirma que, quando indigado sobre a intenção da emissora em realizar um filme documentário sobre ele, Theodorico mostrou-se receoso com a “entrevista” afirmando que seria cara. Ao saber que todo o trabalho se daria de graçça, o “major” afirmou estar de “pleno acordo”.
            O diretor Eduardo Coutinho decidiu que, mais que apresentar a rotina daquela personalidade histórica regional, deveria permitir que ela própria que contasse sua história. Assim Coutinho procedeu: o documentário é conduzido pelo próprio “Majó” Theodorico, que versa sobre suas convições, valores, regras e como é a vivência com o poder. O filme – que não fora exibido no Estado,  pois, por ser um ano eleitoral, a Lei Falcão não permitia sua exibição – mostra o “majó” em Irapuru, no Grande Hotel e percorrendo as casas de seus “empregados” destilando sua filosofia.
            Em alguns momentos do filme, devido a sua própria natureza, o “majó”  brinda o espectador com as considerações adquiridas ao longo de sua passagem pela “Universidade da Vida”. Em uma delas, chega a justificar – à sua maneira – a poligamia. Sua casa, repleta de dizeres e recomendações, complementares as palavras e ponderações daquela figura única.
            Uma sequência chama a atenção do espectador: o momento em que o “majó” promove um surreal desfile em sua prpriedade. Trajando um misto de indumentária militar – com resquícios do cangaço - Theodorico passeia com seu visual austero juntamente com os “funcionários” da fazenda.
            Além de versar sobre sua vida, o filme mostra como se dava a relação entre o “majó” e seus protegidos. Em  um momento do filme, depois de adentrar uma moradia de sua propriedade e mostrar as regras de conduta – que deveria ser seguidas por todos -, Theodorico questiona uma moradora acerca das regras e de como esta avalia a moradia em Irapuru: positivamente avaliado, o “majó” olha a câmera como alguém que reafirma sua força.
            Major Theodorico, o Imperador do Sertão, mais que um filme que retrata uma persosalidade política potiguar, é um documento indispensável aos que querem conhecer um pouco mais acerca do passado social e político do Estado. Theodorico é a sintise dos rumos tomados pela sociedade potiguar nos últimos anos e de como esta tem-se desvencilhado do modelo por ele estabelecido.
            Theodorico Bezerra quando morreu no  dia 5 de setembro de 1994, aos 81 anos de idade,  já não desfrutava do prestígio de outrora.
            Aluízio Alves, natural de Angicos-RN, nascido em 11 de agosto de 1921, filho de Manuel Alves Filho e de Maria Fernandes Alves, com uma prole de  6 irmãos, sendo eles: Garibaldi Alves, pai do ex-governador Garibaldi Alves Filho; Agnelo Alves ( 16/7/1932), ex-prefeito de Natal e atual prefeito de Parnamirim e pai do atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo; o saudoso José Gobat Alves (9/9/1925 – 4/5/2004), Expedito Alves, prefeito de Angicos, eleito em 15 de novembro de 1982 e assassinado em  10 de novembro de 1983;   Maria de Lourdes Alves e Madre Carmem Alves. Jornalista, advogado, escritor e político. Com 13 anos de idade escrevia sozinho o jornal datilografado denominado de CLARIM, que o fazia circular com a crônica dos fatos angicanos, fazendo antever o jornalista e tribuno político que se destacaria mais tarde à frente de grandes jornais, como a Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, e a Tribuna do Norte, de Natal, fundado por ele, em  24 de março de 1950, e galgaria os mais altos postos da política, sendo o mais jovem constituinte nacional,com apenas 24 anos, eleito em 2 de dezembro de 1945, e assinou a Constituição em 18 de setembro de 1846, governador do Estado, eleito em 3 de outubro de 1960,  juntamente com o seu companheiro de chapa, o Monsenhor Walfredo Gurgel (2/12/1908 – 4/11/1971), vencendo seus opositores, Djalma Marinho e Vingt Rosado, cuja campanha  serviu para o ingresso de Chiquinho Germano na política, acontecendo a primeira e última derrota de Francisco Germano; ministro em duas vezes, de Administração, em 1985, na gestão de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (Maranhense, 24/4/1930)  e da Integração   Regional, em 1994, no governo de Itamar  Augusto  Cautiero Franco (Mineiro,  28//6/1931)  e  seu último mandato foi em 1998 como deputado federal, eleito juntamente com seu filho Henrique.
            Os companheiros de geração não entendiam porque Aluízio Alves não freqüentavam, com ele, os bares, as festas, os bailes, a boemia, como era natural na sua  adolescência, 17 anos, para viver trancado em repartições, arquivos, cartórios, de Natal e do interior, atrás de documentos seculares. De todos, que zombavam de sua obsessão, deu a resposta: no dia 11 de agosto de 1939, nos seus 18 anos de idade, presenteava a si mesmo e os seus conterrâneos, com a publicação de seu primeiro livro com o título “ANGICOS”, com 368 páginas sobre as origens, a vida adminsitrativa e política, a economia, a vida cultural de sua terra natal.
            Aluízio Alves começou a se interessar pela política no ano de 1931, com 10 anos de idade, quando, após a derrubada do prefeito de Angicos Miguel Rufino Pinheiro, que havia tomado posse em 20 de outubro de 1930, nomeado para substituir a pessoa de Francisco Gonzaga Galvão, primeiro prefeito constitucional de Angicos, eleito em 2 de setembro de 1928, seu pai Manoel Alves Filho, foi nomeado prefeito pelo interventor Aluízio de Andrade Moura (25/4/1905 – 13/11/1973), tomando posse em 20 abril de 1931 e governando até 16 de outubro de 1932, quando foi substituído por João Bezerra Cavalcante.
            A resolução de 1964 cassou o seu mandato de governador e seus direitos políticos por 10 anos, impedindo de se apresentar em campanhas políticas, jronais, Rádio e Tv. Ele lançou seu filho Henrique Alves a deputado federal, com apenas 21 anos de idade, eleito em 15 de novembro de 1970, sendo o deputado mais votado do Brasil, e reeleitos em todos os pleitos eleitorais registrados até hohe: 15 de novembro de 1974, 15 de novembro de 1978, 15 de novembro de 1982, 15 de novembro de 1986,15 de novembro de 1990, 3 de outubro de 1994, 4 de outubro de 1998 e 3 de outubro de 2002, totalizando assim 8 mandatos. Além de Henrique, ele também elegeu sua filha Ana Catarina, eleita em 3 de outubro de 1994, juntamente com o irmão. Aluízio Alves mostrou sua capacidade e inteligência, vivendo no meio empresarial do Rio de Janeiro e São Paulo, chegou a vice-presidente do Grupo UEB, beneficiando o nosso Estado com diversos projetos de alto gabarito, trazendo emprego para os potiguares, mais notadamente para Natal. Em 1978, retornou a vida pública na chamada ‘paz pública’, num acordo com o governador Tarcísio Maia, apoiando o senador Jessé Pinto Freire (19/11/1918 – 13/10/1980). Eleito Jessé Freire, os acordos não aconteceram como Aluízio Alves esperava. Estacelado o acordo aonde o único beneficiado foi Jessé Freire, e o suplente José de Souza Martins Filho (9/3/1934), que assumiu a cadeira do Senado com o falecimento do titular. Aluízio começou a trabalhar seu nome para o governo do Estado. Ele foi candidato a governador, porém encontrou um adversário chamado José Agripino Maia, filho do ex-governador Tarcísio Maia, que o derrotou implacavelmente com uma maioria de 107 mil votos.
            Aluízio casou-se em 30 de setembro de  1944, com Ivone Lira Alves, nascida em 1926  e falecida em 30 de agosto de 2003, filha de Luiz Lyra e de Lídia de Oliveira Lyra, pai de 4 filhos: Henrique Alves Lyra Alves, nascido em  9 de dezembro de 1948, Ana Catarina Lyra Alves, nascida em 9 de dezembro de 1918, Aluízio Alves Filho, o primogênito e Henrique José. Deixou sete netos, sendo eles: Aluízio Neto, filho de Aluízio Filho; Ana  Carla, José Eduardo e Ana Carolina, filhas de Ana Catarina; Eduardo José e Pedro Henrique, filhos de Henrique. Deixou também dois bisnetos: Mateus e Rafael, filhos de Aluízio Neto.
            Veja o que disse o  senador José Agripino: “Aluízio Alves é o último que vai de uma safra de políticos dos quais fizeram parte Dinarte Mariz, Tarcísio Maia, Jessé Pinto Freire e Theodorico Bezerra. Era o último dessa geração e, talvez, tenha sido o que mais longe foi, ao exercer mandatos de deputado federal, de governador e, por duas vezes, ter sido ministro de estado. Outra condição singular foi que ele morreu líder. Nunca se afastou da política. Quando foi governador, esteve a frente de seu tempo e, como político transcedeu os limites do Rio Grande do Norte. Vai fazer falta à Unidade Popular”.
            Aluízio Alves  faleceu às 14h45 do 6 de maio de 2006, depois de 4 dias de internação na Casa de Saúde São Lucas, no bairro do Tirol, em Natal, deixando um legado de vida para as atuais e futuras gerações de ter sido sempre um homem além de seu tempo. A barragem de Santa Cruz, no município de Apodi deverá ser denominada de Aluízio Alves.
            Portanto, no regime do coronelismo foi um tempo em que a  figura mais importante e poderoso no interior do Estado era o coronel. Personagem hoje quase em extinção, talvez, Chiquinho Germano seja o último dos coronéis potiguares. Sua palavra era lei irrecorrível, suas sentenças definitivas, seus julgamentos infalíveis. Aqui no Rio Grande do Norte havia as figuras paradigmáticas de vários coronéis, além de Theodorico Bezerra.
Rodolfo Fernandes, 16 de maio de 2006.

Subtenente Jota Maria.

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Jose Maria das Chagas, nasci no sítio Picada I. em Mossoró-RN,filho do assuense MANUEL FRANCISCO DAS CHAGAS e da mossoroense LUZIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, com 14 irmãos. Ingressei nas fileiras da gloriosa e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte no dia II-VII-MCMLXXX com o número 80412. Casei-me em XV-IX- MCMLXXXIII com a apodiense MARIA ELIETE BEZERRA (XXIII-VIII-MCMLXIII), pai de 5 filhos: PATRÍCIA ( NASCIDA A XVII - VIII - MCMLXXXIII FALECIDA EM VIII - XI - MCMLXXXV), JOTAEMESHON WHAKYSHON (I - X - MCMLXXXVI), JACKSHON (FALECIDO) E MARÍLIA JULLYETTH (XXIX - XI - MCMXC).Atualmente convivo com outra apodiense KELLY CRISTINA TORRES (XXVIII-X - MCMLXXVI), pai de JOTA JÚNIOR (XIV - VII - IMM). JÁ PUBLIQUEI TRÊS TRABALHOS: CHIQUINHO GERMANO -A ÚLTIMA LIDERANÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, COMARCA DE APODI EM REVISTA e A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR DE APODI

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